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AUSÊNCIA DE LIVROS DIDÁTICOS É MAIS UM ATAQUE DO GDF À EDUCAÇÃO PÚBLICA


O ano letivo mal começou e já podemos presenciar uma série de ações ou omissões que evidenciam o total desrespeito do GDF com a educação pública.

Milhares de crianças e adolescentes de todas as cidades satélites do Distrito Federal vem enfrentando inúmeras dificuldades no retorno às aulas com problemas relacionados ao cartão material escolar, falta de professores e professoras , monitores e agora ausência dos livros didáticos.

Inúmeras denúncias foram encaminhadas desde o início de fevereiro acerca do não repasse de recursos para que famílias pudessem utilizar o cartão para comprar o material escolar. Só após isso, o GDF sanou temporariamente a situação e disponibilizou parte das verbas. Todavia, uma quantia limitada que não permite a aquisição de materiais de melhor qualidade.

Outra situação grave é a ausência de professores, professoras e monitores em sala de aula para o começo do ano letivo. A realidade é que temos salas com excesso de 40 estudantes. Turmas com PCD sem monitores para o auxílio do trabalho pedagógico. E tudo podendo ser evitado se o governo Ibaneis (MDB) convocasse todos (as) concursados (as) do último concurso.

Na última semana do dia 16/03, sábado, foi veiculado junto a imprensa nova denuncia de outro novo descaso da Secretaria Helvia Paraguaná. As escolas não possuem livros didáticos suficientes para atender a demanda dos estudantes da rede, fazendo com que muitas escolas precisem realizar um levantamento e promovam entre si um grande remanejamento e permuta como se fosse uma grande "troca" de figurinhas. Existem ainda escolas que produziram suas próprias apostilas para suprir a lacuna deixada pela ausência dos livros.

O governo permanece com sua política de não valorizar a educação e meu questionamento é tentar compreender onde está e como vem sendo gasto os recursos do Plano Nacional do Livro Didático para que todas as escolas possuam seus livros!

Daqui há algum tempo teremos novos problemas, afinal, existe nova promessa que é o envio gratuito do uniforme, algo que ainda não ocorreu e ainda estamos em março...

Seguiremos firmes observando, cobrando e denunciando todas as mazelas na educação pela luta constante em defesa de uma escola pública laica, universal, de qualidade e libertadora.

Weslei Garcia de Paulo é escritor e professor da SEEDF.

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